Centro de Comando Neural - SNC
- clicipsi
- 23 de jan. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 24 de jan. de 2025
De acordo com Oliveira e Campos Neto (2015), o sistema nervoso surgiu a partir de três vesículas, as mais primitivas, que são prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo e executa funções indispensáveis para o funcionamento de todas as ações orgânicas do cérebro, exercendo as funções sensoriais, as integrativas e as motoras, de acordo com Bear at al. (2017), no final do Século XVIII, foi dissecado o nosso sistema nervoso e sua anatomia geral detalhada. Reconheceu-se então que o sistema nervoso: tem uma divisão central e uma periférica, a primeira é consistida no encéfalo e na medula espinhal, e a segunda se trata de rede de nervos que percorrem o corpo. Possuem giros, que são padrões gerais de elevações com depressões denominadas de sulcos e fissuras, essas características são identificadas na superfície do encéfalo de todos os indivíduos, permitindo a divisão do cérebro em lobos, com conceituação mitológica, da época, que as funções poderiam ser localizadas nos giros do encéfalo”. (BEAR at al. 2017, p. 7)
O foco que era estudado até então e baseado somente nos ventrículos, foi rompido, no século XVII, os cientistas começaram a examinar mais profundamente a substância encefálica, conforme reza Bear et al. (2017), conseguiram observar que existiam dois tipos de tecidos encefálicos, que foram denominados de substância cinzenta e substância branca”. (Figura 1), o que respondeu a relação estrutura-função, ou sejam “substância branca, que tinha continuidade com os nervos do corpo, foi corretamente indicada como contendo as fibras que levam e trazem a informação para a substância cinzenta”. Assim, não só existem essas duas substâncias, elas também interagem entre si, levando e trazendo informações ao nosso Sistema Nervoso. De acordo com Oliveira e Campos Neto (2015) as substâncias branca e cinzenta relacionam a maior concentração de axônio1. Para os autores quanto maior a concentração de axônio mais “cinzenta” será sua denominação, já diminuição tornará a área “branca.”

Na figura 1 é possível perceber que as substâncias cinzentas que contornam brancas, são mais densas e escuras por possuírem maior concentração de axônio, considerando que na maioria das vezes existe apenas um único axônio em cada neurônio é fato que a área cinzenta possui maior aglomeração deste, portanto, indica uma alta densidade de conexões neuronais.
Desde o biólogo Charles Darwin (1859), em sua publicação A origem das espécies, que define a evolução a sobrevivência como uma seleção natural, Bear at al. (2017) relata que, para Darwin, havia uma similaridade nos padrões de respostas para a sobrevivência, o que indicava uma evolução ancestral comum, com mesmo traço de comportamento, considerando que o comportamento “reflete a atividade do sistema nervoso, pode-se inferir que os mecanismos encefálicos que formam a base dessa reação de medo devem ser similares, se não idênticos, entre as espécies”.
Nos estudos de Darwin existe uma descoberta que se mantém até os dias atuais, a de que o seres humanos são mutáveis e evoluem principalmente para a sobrevivência e seleção natural da nossa espécie. Mas, o foco central deste estudo é o funcionamento do nosso sistema nervoso central, voltando à Figura 1 é possível identificar os tecidos encefálicos denominados substâncias brancas e substâncias cinzentas, onde, encontra-se a alta concentração dos corpos celulares de neurônios e também de prolongamentos neuronais, é nessa região que acontece a magia da comunicação e processamento de informações, através dos mecanismos de condução axônica e transmissão sináptica.
Descreve Oliveira (1994) que, a recepção e a integração de informações e resposta está localizada na substância cinzenta, enquanto que na substância branca está constituído as vias de comunicação entre o nosso sistema nervoso central e os locais externos a ele, além de outras via de comunicação entre diferentes do SNC.
Na figura 2, está o sistema nervoso humano, com sua divisão em funcional e morfológico.

A figura 2 retrata a composição de todo o sistema funcional humano, que são denominados Sistema Nervoso Somático (SNS) responsável pela relação do organismo com as variações do meio externo e pelo Sistema Nervoso Visceral (SNV), que relaciona o organismo com as variações do meio interno; a divisão morfológica, ali apresentada, subdivide-se no Sistema Nervoso Periférico (SNP) que está situado fora da caixa craniana e do canal vertebral, sua função é interligar SNC a todas as regiões do corpo, e por fim o Sistema Nervoso Central (SNC) que se situa dentro da caixa craniana e do canal vertebral
1Axônios: são prolongamentos únicos especializado na condução de impulsos, que transmitem informações do neurônio para outras células (nervosas, musculares, glandulares).
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